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Descrição

• Lacrado / Nacional
• Capa Simples 

• Encarte + Poster
• Vinil Fumê 140g

• Selo: Tres Selos Rocinante

• Ano de lançamento: 1996

• Ano da prensagem: 2026

 

Álbuns contendo repertório alheio têm sido, há bastante tempo, uma constante na música pop. Seja para homenagear ídolos, para ostentar domínio da arte da interpretação, para escancarar influências ou apenas para ganhar fôlego entre um disco e outro, a prática do “álbum de covers” tem se mostrado funcional para artistas, bandas e seus seguidores.

“Cover é o cacete! Com letras garrafais, em negrito e sublinhado”, exclamava um eufórico Frejat à revista Bizz, em 1996, quando o Barão Vermelho lançava Álbum. “Cover, para a gente, é ofensa. No Brasil, a palavra é usada para bandas que tocam igual ao original. Um garoto de 11 anos pode ouvir o disco e achar que somos os autores das músicas. Quando o artista regrava bem, não parece que a música é de outra pessoa", complementou o guitarrista e vocalista do Barão Vermelho.

Quando a tracklist do CD foi divulgada, ficou evidente que o Barão daria mais um de seus rasantes sobre o rock nacional. Todos os temas datavam de uma era pré-1981, ano de fundação do conjunto, o que calibrava bem o teor das referências iniciais da banda. Outro acerto foi pinçar canções que já tinham obtido sucesso no diverso espectro da música brasileira — do rock ao samba, da Jovem Guarda à MPB — composições de Raul Seixas, Angela Ro Ro, Luiz Melodia, Rita Lee, Caetano Veloso e Julio Barroso, entre outros. Ajudando na escolha do repertório, nos arranjos e também produzindo o disco, estava o lendário Ezequiel Neves, ou Zeca Jagger, a “madrasta”, o “sexto barão”, guru, eventual letrista e descobridor do Barão Vermelho.

Fiéis ao mantra “antigos sucessos, novos arranjos”, o Barão começou a registrar Álbum em dezembro de 1995, nos estúdios Nas Nuvens e Companhia dos Técnicos. Rumo à segunda metade da década e ao final do milênio, a banda carioca queria ampliar seu público e vender mais discos. Como dizia o baterista Guto Goffi, “estávamos cansados da camisa-de-força de ser o grupo rock'n'roll, com casaco de couro. Não queríamos que essa imagem fosse eterna”.

Álbum foi o primeiro disco de platina do conjunto e vendeu 400 mil cópias — de longe o maior sucesso comercial da banda. O Barão Vermelho passava a ser encarado não mais como um dos pilares do rock brasileiro, mas também como uma banda pop.

Pela primeira vez em formato vinil, 30 anos depois, Álbum ocupa um lugar curioso — e muitas vezes subestimado — na trajetória da banda e no rock brasileiro dos anos 90. Embora não seja lembrado com o mesmo peso de discos clássicos do Barão, representa um momento importante de reinvenção e sobrevivência artística, flagrando uma banda veterana nadando de braçadas em um mercado fonográfico que mudava freneticamente.